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À luz de uma janela entreaberta

No início da carreira, Vermeer pintou muitas obras com motivos religiosos e mitológicos. Entre as primeiras, pode=se citar Cristo na Casa de Marta (1654) e, no que diz respeito àquelas de caráter mitológico, destaca-se Diana e suas Ninfas (1655). Mas nenhuma delas alcançou a excelência das obras posteriores. A essas duas obras seguem Vista de Delft (1657-1660) e Rua de Delft (1657-1658), exemplos das raras excursões posteriores do pintor. Com a Alcoviteira (1656), o pintor holandês iniciou uma nova etapa em relação ao gênero. Esta obra deve ser classificada como pertencente às pinturas de bordel, estilo muito apreciado na pintura do gênero holandesa, que surgiram como ilustração da parábola bíblica do filho pródigo. Mostra o contraste com o filho perdido na casa de seu pai. Ainda que esse quadro mantenha certa opacidade colorista, já apresenta detalhes que serão mais tarde característicos, como o tapete em primeiro plano e o realismo dos cristais e porcelanas. Na série de quadros ...

Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande Jatte (1884-1886)

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Georges Seurat (1859-1891) Óleo sobre tela – 206,4 cm x 305,4 cm Instituto de Arte de Chicago – Chicago, Estados Unidos Quando Seurat apresentou esta obra pela primeira vez ao grande público, na Maison Dorée, em 1886, a comoção foi imediata. A temática da tela não era nova: um grupo de excursionistas de domingo das mais variadas camadas sociais, remetendo, provavelmente obra de Émile Zola, muito lida pelo pintor. O que realmente causou estupor foi a técnica desenvolvida por Suerat. Muitos pintores, entre eles, Pissarrro e Signac, mostraram-se empolgados com a nova técnica, que, no entanto, não era nada simples. Seurat esboça ao ar livre e depois, já em seu estúdio, observava pacientemente as cores produzidas pela luz que incidia sobre os objetos. Finalmente, justapunha os pontos de cor minunciosamente, um ao lado do outro. Assim, ao comtemplar  a obra de uma certa distância, o observador poderia presenciar o fenômeno óptico de fusão cromática. Os especialistas a consid...

Lautrec – influência de Van Gogh e Degas

Uma obra sem concessões             Toulouse-Lautrec foi uma usina de energia a serviço do trabalho. Há 4 mil desenhos, 600 pinturas e 350 pôsteres catalogados. No entanto, números não oficiais revelam 5 mil desenhos e 737 pinturas, além de 275 aquarelas. Em sua produção, o artista superou impressionistas contemporâneos, que recusaram o conforto d universo acadêmico e alfinetaram o mundo intelectual parisiense de virada do século XIX. O pintor deixou coleções de óleos, litogravuras, desenhos, caricaturas e pôsteres.             Na infância, quando começou a pintar, tinha como tema predileto a família. Desde criança, Lautrec se mostrou um desenhista compulsivo, compondo traços livres e poucos convencionais. Caricaturava cenas com amigos, paisagens e animais na bucólica Albi, cidade onde nasceu. Dos 15 aos 24 anos, pintou, sobretudo, temas esportivos. Ao se mudar para P...

LaLa Goulue Entrando no Moulin Rouge (1892)

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Lautrec. Óleo sobre cartão – 79,4 cm x 59 cm The Museum of Modern Art. Nova York, Estados Unidos  bronze.ofertou.com Goulue está acompanhada de seu amante, à esquerda, e uma das bailarinas do espetáculo, Nini-Patte-en-l’-Air, figura à direita. Protegiam a diva que aparece no centro, vestida de branco, com um ousado decote e uma fita amarrada ao pescoço, que mais tarde fará moda, tal como o cabelo preso. Seu olhar, inexpressivo, parece se dirigir ao longe. Para acentuar o contraste entre a diva e suas companheiras, Lautrec investe nos tons diversos dos trajes. Ao lado de Jane Avril , a Goulue reinava no Moulin Rouge e, na época em que o artista pintou esta tela, estava no auge de sua carreira. Toulouse-Lautrec a retrata no momento de seu passeio diário pelos arredores do cabaré. As três figuras parecem caminhar em direção ao espectador, deixando para trás, no segundo plano, o perfil de um homem usando cartola e os espelhos do saguão, que refletem as luzes do cabaré. ...

La Moulin da la Galette (1876)

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Renoir. Óleo sobre tela - 175 cm x 131 cm Museu d’ Orsay. Paris, França bronze.ofertou.com Renoir era amante da alegria desse salão parisiense de dança ao ar livre, também presente em outras obras. Nesse quadro, conseguiu transpor para a tela toda a festividade, a cor e o divertimento dos pares rodopiando ao centro. Depois de uma fase dedicada às paisagens, a partir de 1876 o pintor retomou o que também sempre foi uma constante em sua vida: o caloroso interesse pelo humano. Foi nesse período que passou a concentrar-se em retratos de figuras. Com seu prazer pelas reuniões festivas, pintou grupos de amigos e multidões, fazendo um registro das diversões burguesas nas grandes cidades. Com Le Moulin de la Galette, o artista conseguiu mesclar figuras humanas, destacadas individualmente, com o espaço ao ar livre, ensolarado, e uma atmosfera em movimento. Além disso, fez a obra em formato maior do que o seu costume, mantendo-se, no entanto, fiel a um dos princípios do Impression...

O pintor da burguesia

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A Mulher de Azul Lendo uma Carta (c.1662) Apesar da importância de suas pinturas, a vida de Vermeer é pouco conhecida. Assim, o quadro O Estúdio do Artista é bem representativo, uma vez que a enigmática figura de costas, como vemos no detalhe da foto acima, pode sugerir ser o próprio pintor ou uma homenagem aos artistas em geral. Vermeer mantinha um vínculo estreito com o pintor Bramer. Foi graças a ele que Vermeer conseguiu autorização de Maria Thins para se casar com Catharina Bolnes, em 1963. Thins, a sogra, não aceitava o matrimônio, uma vez que o pintor era calvinista, e a noiva católica. Depois de casados, os jovens se mudaram para a casa de Thins, que tinha uma situação econômica excelente. A família foi abençoada com quinze filhos, dos quais onze sobreviveram. E, nesse ponto, a ajuda da avó materna foi fundamental. Embora Vermeer fosse conhecido como pintor, sua obra não era valorizada; além disso, ele produzia a passos lentos: levava até seis meses para terminar uma te...

A pintura como ciência

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           Pontilhismo, neoimpressionismo, divisionismo. Os críticos não conseguiam chegar a um acordo sobre o melhor termo para definir o estilo da surpreendente obra intitulada, Uma Tarde de Domingo na Ilha da Gande Jatte , apresentada pelo jovem pinto Georges Seurat na oitava mostra impressionista de 1886. A técnica criada por Seurat, que ele mesmo, mais tarde, chamaria de cromoluminarsimo , tentou reconciliar a pintura e a ciência. O resultado no foi apenas fruto de sua inspiração, mas também de um estudo metódico da teoria da óptica e da cor publicadas até então. Entre as obras mais consultadas pelo jovem pintor destacam-se: As Leis do Contraste Simultâneo das Cores e seu Emprego na Arte mediante Círculos de Cor , de Eugène Chevreul; Modern Chromatics , de Odgen Nicholas Rood; além da série de artigos Os Fenômenos da Visão , publicados na revista L’Art. Para ajuda-lo no estudo dessas obras, Seurat contou com o auxílio de seu amigo Charles Henry, ...

Neve, Boulevard de Clichy (1886)

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Paul Signac (1863-1935) Óleo sobre tela – 46, 5 cm x 65,5 cm Instituto de Arte de Minneapolis Minneapolis, Estados Unidos             É fato que Signac não aplicou o divisionismo em suas primeiras obras, de conotação principalmente impressionista. Neve, Boulevard de Clichy , porém, é uma das telas do artista que combina os dois estilos. Neve, Boulevard de Clichy era muito familiar para o pintor, já que seu estúdio ficava a poucos metros dali. Como consequência da pintura impressionista en plein air (ao ar livre), a paisagem urbana ganhou importância e, neste caso, Signac pintou a rua logo após uma nevasca. Pode-se observar, porém, que a superfície é inteiramente construída a partir de pontos de cor justapostos, à moda divisionista. Um exemplo é o prédio avermelhado à direita. Para compor a neve branca, o artista investiu em diminutos pontos azuis, ocre, brancos e vermelhos. A figura humana, como se po...

Vista Panorâmica de Auvers (1874)

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Paul Cézanne (1839-1906) Óleo sobre tela – 65 cm x 81 cm Instituto de Arte de Chicago Chicago, Estados Unidos             Assim que chegou a Paris, Cézanne conheceu Camille Pissarro, e os dois logo se tornaram amigos. Graça a essa amizade, Cézanne se interessou pela temática da paisagem, desenvolvendo inicialmente uma técnica mais ou menos impressionista. Foi assim que nasceu esta Vista Panorâmica de Auvers , na qual o pintor se dedicou mais à construção organizada das casas que o estudo de luz – um anúncio do que seria posteriormente sua forma de trabalhar. Além das cores, empregadas com excepcional maestria, as rápidas pinceladas, que às vezes cedem lugar à espátula, caracterizam toda a sua obra. No início da década de 1870, Cézanne estabeleceu uma relação direta com Delacroix, uma de suas primeiras referências pictóricas. Pouco a pouco, porém abandonou todo o romantismo do amigo, até dar o primeiro pa...

Longe de Florença apenas duas vezes

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           Sandro Botticelli saiu de Florença somente duas vezes em sua vida. Em 1473, foi a Pisa cumprir uma encomenda que acabou cancelada e, entre 1481 e 1482, trabalhou em Roma. O convite partiu do papa Sisto IV, depois da malograda conspiração para derrubar Lourenço, o Magnífico. Para estabelecer boas relações com os Medice, a quem quisera destruir, Sisto IV convidou artistas de Florença a participarem da decoração da recém-criada Capela Sistina, no Palácio do Vaticano. Construída entre 1475 e 1481, a capela levou o nome de Sistina em homenagem ao papa, Michelangelo pintaria o teto, que começou em 1508 é só foi terminar no dia de Finados de 1512, obra considerada pelos historiadores da Arte como um marco definitivo do espírito da Renascença. O contrato com os artistas florentinos para a realização das pinturas foi firmado em 27 de outubro de 1481. Botticelli pintou três afrescos no Vaticano: As Provações de Moisés, A Tentação de Cristo e A Puniç...

Paz e Guerra (1629-1630)

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    Peter Paul Rubens Óleo sobre tela – 203,5 cm x 298 cm National Gallery. Londres, Inglaterra.                Considerado um dos gênios da pintura universal, Rubens também se destacou na carreira diplomática, devido a sua ótima formação cultural e inteligência estratégica. Aos 26 anos, o pintor foi enviado à Espanha pelo duque de Mântua e, dali em diante, não pararia mais. Entre 1623 e 1625, tentou negociar a paz com os separatistas ingleses, a pedido da soberana dos Países Baixos, mas fracassou. Em 1628, o pintor foi incumbido de uma nova missão: negociar a paz hispano-inglesa. Em seguida, viajou a Madrid, onde tomou contato com Velásquez e pode reproduzir as obras de Ticiano – seu pintor predileto – que faziam parte da coleção real. Mais tarde, Rubens seguiu para Londres, onde se hospedou por dez meses na corte de Carlos I. Por essa época, as negociações de paz começaram a dar bons ...

Van Gogh - biografia

Van Gogh (1853-1890) (1853-1890) foi um importante pintor holandês, um dos maiores representantes da pintura pós-impressionista. Vincent Willem Van Gogh (1853-1890) nasceu em Zundert, uma pequena aldeia holandesa. Filho de um pastor calvinista foi uma criança rebelde e insociável. Em 1869 ingressa num internato provinciano. Em 1869 vai para Haia trabalhar com o tio que abriu a sucursal da Galeria Goupil, uma importante empresa que comerciava obras e livros. Depois de três anos é mandado para Bruxelas, onde passa dois anos. Depois vai para Londres, sempre a serviço da galeria. Em 1875, van Gogh consegue sua transferência para Paris, onde julgava poder libertar-se de todas as suas frustrações. Em abril de 1876, após indispor-se com os clientes, é demitido do grupo Goupil. Vai para Inglaterra onde aceita o cargo de professor em escolas primárias de pequenas cidades. Nesse mesmo ano, em dezembro, vai para Etten, onde encontra sua família, mas suas relações fami...

Vermeer e os impressionistas

       Os pintores do século XIX conviviam com as experiências das primeiras câmeras fotográficas. Dois séculos antes, Vermeer usava a câmera escura. Compreende-se assim a fascinação que o pintor barroco suscitou nos franceses do século XIX, partindo da Escola de Barbizon, passando pelos realistas, até chegar aos impressionistas ou pós-impressionistas, que tentam captar a atmosfera por meio da cor e traduzi-la em sensações. O truque de Vermeer, porém, séculos antes, consistia em utilizar a câmera escura, mas fora de foco, um aparelho inventado no século XVI, com lentes e espelhos que permitiam projetar na tela, com bastante exatidão, o tema a ser pintado. Ele usava a câmera escura e trabalhava sobre a imagem refletida, o que se caracterizava a ausência de algum esboço. Isso possibilitava “borrar” naturalmente a imagem, obtendo áreas nas quais a cor consistia em uma grande acumulação de pontos, semelhante ao pontilhismo. Ou seja, o holandês não pintava exatamente c...

Toulouse-Lautrec (França, 1864-1901)

Ex-maldito, pintor de bêbedos, prostitutas, gigolôs e artistas alternativos como os circenses, o boêmio Henri­-Marie-Raymond de Toulouse-Lautrec passaria hoje por um produtor engajado, que tematiza comportamentos dos excluídos da sociedade. Um contrassenso em relação a sua origem aristocrática. Filho de Alphonse e Adèle, condes franceses cujas raízes remontam ao tempo de Carlos V, Lautrec nasceu no dia 24 de novembro de 1864, em Albi. Uma anomalia hereditária aliada a uma queda de cavalos selou seu destino, atrofiando-lhe braços e pernas, mas mantendo sua cabeça em tamanho normal – o que parecia transformá-la em algo imenso – e limitando seu corpo a 1,52 m. a deficiência física – advinda do casamento consanguíneo de seus pais, primeiros em primeiro grau – o marcou profundamente desde a infância. Seu irmão mais novo, Richard-Constantine, morreu com um ano. A tendência de os membros da família se casarem entre si para evitar a divisão do patrimônio gerou, no mínimo, outros três prim...

Acervo distribuído entre as prostitutas

A genialidade de Toulouse-Lautrec só não o fez antever seu prestígio pós-morte e a milionária valorização de suas obras. Trabalhava de graça para os amigos e não aceitava encomendas, a não ser para cartazes. Como presenteava generosamente, sua extensa obra caiu em mãos pouco cuidadosas. Por sofrer declínio em sua vida, já aos 30 anos voltou a viver com mãe. Provocou, porém, grande tumulto na família por causa de seu comportamento e dos temas de sua obra, o que fez com que seu tio ateasse fogo em algumas telas. Na miséria, a bailarina Louise Weber passou duas delas a um marchand inescrupuloso, que as cortou em oito pedaços, vendendo os retalhos. Em 1926, o Ministério da Cultura francês comprou as duas telas por 400 mil francos, uma fortuna à época. O próprio Lautrec abandonou algumas obras em seu ateliê, em Montmartre. O zelador do imóvel distribuiu mais de cinquenta telas pelos cabarés e bistrôs do bairro mundano que o artista celebrizou, mantendo cerca de trinta “em estoque”. A mad...

Figuras à Margem da Sociedade Ganham o Centro das Telas

Toulouse-Lautrec era apaixonado pelo que se pode chamar “mundo marginal” parisiense do final do século XIX. Como musas, Lautrec elegeu personagens anônimos, principalmente mulheres. Garçonetes, dançarinas, de cancã, prostitutas e lésbicas foram sua principal fonte de inspiração para criar envolventes personagens erotizadas que, no entanto, também o levaram à decadência. Rosa La Rouge, sua modelo predileta, lhe transmitiu a sífilis, doença que, aliada ao alcoolismo, foi responsável pela morte precoce do pintor, aos 36 anos de idade.             Apesar do nanismo e do aspecto pouco atraente de seu corpo de homem sobre pernas de garoto, Toulouse-Lautrec seduzia as mulheres pelo bolso, mantido cheio pela nobre família de Albi, sul da França. Nos momentos de depressão, o artista refugiava-se nos bordéis e relacionava-se cm artistas como La Goulue , a dançarina mais famosa do Moulin Rouge, Jane Avril, Yvette Guilbert, Grille d’Égout...

Juízo Final (1536-1541)

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Michelangelo Buonarroti (Itália, 1475-1564) Pintura em afresco – 1.700 cm x 1.330 cm Capela Sistina – Vaticano, Roma Após enfrentar muitas dificuldades durante quatro longos anos dedicados à pintura do teto da Capela Sistina, entre 1508 e 1512, Michelangelo volta em 1536 para realizar outra grande obra na parede do altar, Juízo Final , termina apenas 1541. Inspirado no poema Inferno de Dante Alighieri, de quem o artista era especial admirador, e no hino latino Dies Irae (“Dia de Ira”), Michelangelo mostra, por meio de enormes figuras humanas, misturadas de forma sufocante, a realidade da morte e do medo. No centro desse amontoado de corpos encontra-se um Cristo jovem e atlético, tendo a lado a Virgem, que evita olhar ao redor para não presenciar a execução dos castigos. O artista revelou, ainda, toda a sua dedicação, esmero e persistência durante seu árduo trabalho, não se dando como vencido nem mesmo pelo fato de ter sofrido perigosa queda dos andaimes. Tao logo o afr...

O Estúdio do Artista (c. 1665-1666)

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Johannes Vermeer (1632-1675) Óleo sobre tela – 98,5 cm x 118,5 cm Museu de História da Arte – Viena, Áustria Esta é uma das obras mais conhecidas de Vermeer e sobre a qual mais se escreveu. No entanto, ela ainda apresenta muitos mistérios para serem resolvidos. A cena tem lugar no ateliê do artista. A mesa de carvalho, que aparece em tantas obras de Vermeer, fazia parte de se inventário. A luz entra por uma janela, que a cortina em primeiro plano não deixa ver. O pintor se apresenta, ou pelos menos representa a figura do artista, de costas para o público e em plena atividade. A mulher que lhe serve de modelo é a sua musa da História, Clio, que posa com uma trombeta na mão direita – quem sabe uma alusão à música. As primeiras críticas em relação à obra diziam que a máscara sobre a mesa simbolizava a escultura, que jazia vencida pela pintura. No entanto, todos os outros objetos – um livro, um pano e um caderno mantêm-se incógnitos, ainda desprovidos de segundos sentidos. O ...

Arte Contemporânea

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Pinturas de alunos

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Caique e Raruma Luana e Marcos