quinta-feira, 2 de julho de 2015

O Pão do Diabo

Leia o texto a seguir e responda as questões

 Espalhou-se no bairro a notícia de que Ludovico, ao partir o pão quando jantava, teria exclamado:

      -Este é realmente o pão que o diabo amassou. O padeiro Romualdo sentiu-se ofendido em sua honra profissional e foi pedir satisfação. Ludovico não só confirmou o que dissera, como aduziu:
      - É também o diabo que fabrica a sua farinha, Romualdo. Fique alerta e verá.
     O padeiro não dormiu aquela noite. De madrugada, pé antepé, entrou na padaria e surpreendeu um estranho ser que retirava os pães do forno, fazendo-os desaparecer e substituindo-os por outros que eram amassados na hora, feitos de uma farinha especial, com vago cheiro de enxofre.
      Petrificado de espanto, Romualdo nada pôde fazer. Mesmo porque logo em seguida caiu duro no chão, onde foi encontrado ao amanhecer, e pouco a pouco recuperou a consciência.
      Seu primeiro gesto foi pedir um pão e cheirá-lo. Cheirava natural, mas o padeiro não ousou prová-lo. Fechou o estabelecimento e sumiu no mundo.

      Ludovico arrematou as instalações e passou a ser o padeiro do bairro, sem problemas.

 (Carlos Drummond de Andrade)


INTERPRETAÇÃO 1. O que Ludovico teria dito no momento em que partiu o pão durante o jantar? 
_________________________________________________________________________________ 

2. O padeiro não gostou de saber o que Ludovico havia dito. 
a) Como se chamava o padeiro? 
_________________________________________________________________________________

b) Que atitude ele tomou? 
_________________________________________________________________________________

3. Responda. 
a) Ludovico, diante da reação do padeiro, confirmou ou negou o que já havia dito?
_________________________________________________________________________________
 b) O que mais ele disse ao padeiro a respeito da farinha? 
_________________________________________________________________________________
c) Que conselho deu ao padeiro? 
____________________________________________________________________________________________ 

4. Naquela noite, o pedreiro não dormiu. a) Aonde o padeiro foi de madrugada?
 _________________________________________________________________________________ 
b) O que havia de estranho lá? 
____________________________________________________________________________________________ 

5. Ao ver a cena, o pedreiro desmaiou. Na manhã seguinte, ele pegou um pão e cheirou-o. 
a) Que cheiro tinha o pão?
____________________________________________________________________________________________ 

b) Por que, então, o padeiro não teria tido coragem de comê-lo? 
____________________________________________________________________________________________ 

6) Depois disso, o que o padeiro fez? E Ludovico? 
____________________________________________________________________________________________ 

7) Pelo desfecho - a maneira como o texto termina - é possível tirar duas conclusões: 
a) Quem era, nessa história, o “Diabo”?
 ____________________________________________________________________________________________ 
b) Com que objetivo ele teria dito o que disse no início do texto? 
____________________________________________________________________________________________ 

8) A frase -“comer o pão que o diabo amassou”- é comumente empregada na linguagem popular. 
Explique o que ela quer dizer. 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 

9) Utilize de forma coerente a frase: “comer o pão que o diabo amassou” 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Prova de Língua Portuguesa

TEXTO 01
Conectividade ilimitada 24 horas no ar, executivos usufruem facilidades tecnológicas... e ressentem seus efeitos

FELIPE ASSUMPÇÃO
Sócio-diretor da A2Z Consultores
“ Hoje, a informação é disseminada (espalhada) a uma velocidade incrível. Infelizmente, algumas pessoas não se deram conta disso, o que acaba se refletindo em caixas postais repletas de mensagens, muitas delas absolutamente inúteis.
Lidar com essa realidade envolve administração de tempo e atitude. É preciso ser objetivo. [...]
No ambiente executivo, as trocas de mensagem de quem ocupa cargos de direção tendem a seguir um mesmo padrão de velocidade e de pensamento. Afinal, todos sabem que não há tempo a perder.
Neste sentido, algumas vezes o correio eletrônico chega a ser mais eficiente do que o telefone, até porque respeita o tempo do destinatário, que recebe a mensagem no momento em que está disponível. Outra vantagem do e-mail está na facilidade de manter viva a rede de relacionamentos.[...]
Não há dúvida que a vida atual é mais turbinada e competitiva, com exigências maiores. Por outro lado, os recursos estão mais avançados. Cabe a cada um administrar o próprio tempo e se permitir desconectar. [...].”

MÁRCIA GORAIEB
Diretora de Comunicação e Marketing da Ericsson Brasil
“ O nível de conectividade atual exige organização e disciplina. Caso contrário, nos tornamos reféns dos e-mails, que hoje chegam a todo momento, até pelo celular. A mobilidade traz muitos benefícios, mas embute o risco de uma disponibilidade ilimitada. Quem não se organiza e não impõe limites perde a privacidade e acaba trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana. No caso do correio eletrônico, ajudaria muito se as pessoas tivessem critérios ao enviar mensagens. [...]
Como a hierarquia ainda pesa muito no Brasil, há também o costume de envolver diversas pessoas em discussões desnecessárias – e, o pior, com resultado efetivo, pois nesses casos o destinatário tende a se mobilizar com maior rapidez.
Não se pode, contudo, negar os benefícios da ferramenta, que imprime agilidade à comunicação, vencendo barreiras de tempo e espaço.”
(Trechos retirados da revista Exame, 13/abril/2005, seção PAINEL EXECUTIVO)

QUESTÃO 01. Os textos acima são jornalísticos e têm em comum o tema central. Qual é esse tema?

(A) Os dois textos falam de como a hierarquia ainda pesa muito no Brasil.
(B) Os dois textos falam dos pontos positivos e negativos dos avanços tecnológicos na atualidade.
(C) Os dois textos falam .
(D) Os dois textos falam .
(E)  Os dois textos falam como correio eletrônico, ajudaria muito se as pessoas tivessem critérios ao enviar mensagens.

QUESTÃO 02. Marque V para verdadeiro e F para falso sobre linguagem.
(    ) Fotografias, desenhos, ilustrações e pinturas são exemplos de linguagem verbal.
(    ) Fotografias, desenhos, ilustrações e são exemplos de linguagem não verbal.
(    ) A fala faz parte da linguagem não verbal.  
(    ) A linguagem verbal é composta de duas modalidades: oralidade e escrita.
(    ) A linguagem mista é composta de imagens e da modalidade escrita.

(A) V - F - V - F - F
(B) V - V - F - F - V
(C) F - V - F - V - F
(D) F - V - F - V - V
(E) F - F - V - F - V


Veja dicas simples de como economizar energia em casa

Apagar as luzes ao deixar um ambiente é o primeiro conselho para quem quer economizar energia em casa, seja por uma preocupação ambiental ou para diminuir a conta no fim do mês. Mas há outras medidas simples que fazem você gastar mesmo sem perceber, como é o caso dos aparelhos deixados no stand by. [...]
Lâmpada fluorescente - A utilização de lâmpadas fluorescentes compactadas, no lugar das incandescentes, pode representar uma economia de até 80% de energia elétrica. Uma lâmpada fluorescente compacta de 15 watts corresponde a uma lâmpada normal de 60 watts. Em média, as fluorescentes duram dez mil horas, enquanto uma lâmpada normal de 60 watts, apenas mil horas.
     Ao comprá-la procure, nas embalagens, o selo Procel (indicativo de que a luz consome pouca energia. As lâmpadas fluorescentes são mais caras que as comuns. Uma fluorescente de 20 watts, por exemplo, custa seis vezes mais do que sua similar incandescente. Contudo, a durabilidade das lâmpadas fluorescentes atinge entre 8 e 10 mil  horas  (sua  vida  útil  é estimada em até 10 anos), enquanto as incandescentes duram em média 1.000 horas (ou 1 ano).
      Vale lembrar que, apesar de economizar energia, as lâmpadas fluorescentes podem causar danos ao meio ambiente se descartadas no lixo comum, já que apresentam metais pesados como o mercúrio metálico.

Disponível em: <http://boaforma.uol.com.br/noticias/redacao/2010/03/25/
veja-dicas-simples-de-como-economizar-emcasa.ht->. Adaptado. Acesso em: 22 mar. 2013.


QUESTÃO 03. Para apresentar as diversas vantagens do uso de lâmpadas fluorescentes tais como suas características e sua vida útil, o autor emprega numerais

(A) Cardinais.
(B) Multiplicativos.
(C) Fracionários.
(D) Ordinais.


QUESTÃO 04. Análise os enunciados e identifique o tipo de numerais destacados.

(A) A água tratada chega aos lares de 20 milhões habitantes.  ___________________________________
 (B) Sua população está próxima dos duzentos mil habitantes ___________________________________
 (C) Os trabalhadores receberam o dobro do salário.       ________________________________________
 (D) A primeira capital de Tocantins foi Miracema.       _________________________________________
 (E) Quatro quintos dos trabalhadores das capitais são homens.   ________________________________


QUESTÃO 05. CIRCULE, nas frases a seguir, os vocábulos que indicam ação, estado ou fenômeno da natureza.

a)    As lâmpadas fluorescentes duram dez mil horas.
b)    As lâmpadas fluorescentes são mais caras que as comuns.
c)    Tornamos-nos reféns dos e-mails.
d)    Relampejou ontem.
e)    Os trabalhadores receberam o dobro do salário

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O ataque da Brigada Ligeira

Meia légua, meia légua
Meia légua faltava ainda
Ao vale da Morte todos
       Cavalgavam os seiscentos soldados

                                                                                                                                                                                                    “Avante, Brigada Ligeira!
Atacai com as armas!” disse ele:
Para o vale da Morte
     Cavalgavam seiscentos soldados

“Avante, Brigada Ligeira!”
Por acaso um homem amedrontado havia?
Não, embora soubessem os soldados
    Que alguém a verdade não falava:
Eles responder não podiam,
Eles argumentar não podiam,
Eles obedecer e morrer podiam apenas:
Para o vale da Morte
     Cavalgavam seiscentos soldados

À direita, canhão,
À esquerda, canhão,
À frente, canhão
     Atiravam e rimbobavam;
Com tiros e granadas fulminados,
Sem medo audazmente avançavam
Da Morte para as garras,
Do Inferno para a boca
    Cavalgavam seiscentos soldados.

Num átimo, os sabres desembainhavam.
Os quais, no alto, cintilhantes,
Canhoneiros ali golpeavam,
Um exército atacando, diante
   De um mundo atônito:
Da bateria pela fumaça sufocados;
Cossacos e russos,
Vacilantes ante os sabres dos golpes,
   Destroçavam-se e partiam-se.
Recuaram em seguida, mas não –
   Não os seiscentos soldados.

À direita, canhão,
À esquerda, canhão
Atrás, canhão
   Atiravam e atroavam;
Por tiros e granadas fulminados,
Enquanto caem cavalos e heróis,
Logo eles, combatentes aguerridos,
Nas garras da Morte cair foram,
Da boca do Inferno de regresso,
Foi tudo o que restou
   Desses seiscentos homens.

Pode, algum dia, sua glória se apagar
Oh, temerário esforço despendido!
  O mundo inteiro se pergunta.
Honra à luta travada!
Honra à Brigada Ligeira,
  Nobreza de seiscentos heróis!


(Tradução de Cunha e Silva Filho)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Caraíva

Cercada por fortes símbolos ligados aos momentos iniciais do Descobrimento, Caraíva é banhada pelo Oceano Atlântico e pelo rio que lhe dá o nome, o antigo Rio Cramimuan, identificado com diversos nomes e grafias. 

Antigo vilarejo indígena de Cramimoã, tinha suas características preservadas ainda em 1816, quando aí esteve a expedição naturalista do príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied. A vila fica na foz do Rio Caraíva, distante da civilização moderna, tendo como limites o mar, o rio e o Parque Nacional de Monte Pascoal. 

A energia é solar ou de gerador e o único meio de transporte é o marítimo/fluvial. Não há rede elétrica, nem automóveis. Suas ruas estreitas e cobertas de areia dão o tom da rusticidade local. Os nativos vivem da pesca e do turismo, oferecem hospitalidade e serviços. Os mais velhos têm histórias interessantes para contar, fazem festas tradicionais, como a de São Sebastião (padroeiro local) e dominam a sabedoria popular sobre plantas, ervas e marés. 

Paraíso de paz e tranquilidade, envolta pela rica diversidade de belezas naturais, Caraíva oferece uma boa infraestrutura, com pousadas aconchegantes e toda a privacidade para quem busca sossego ao sol da Costa do Descobrimento. 

http://bahia.com.br/cidades/caraiva/?submit=ir. Acesso em 22 de jan. 2015.










Foto: Arilton Bronze
Telefone: 81787693

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O Pão do Diabo

            Espalhou-se no bairro a notícia de que Ludovico, ao partir o pão quando jantava, teria exclamado:
-Este é realmente o pão que o diabo amassou.
O padeiro Romualdo sentiu-se ofendido em sua honra profissional e foi pedir satisfação. Ludovico não só confirmou o que dissera, como aduziu:
- É também o diabo que fabrica a sua farinha, Romualdo. Fique alerta e verá.
O padeiro não dormiu aquela noite. De madrugada, pé antepé, entrou na padaria e surpreendeu um estranho ser que retirava os pães do forno, fazendo-os desaparecer e substituindo-os por outros que eram amassados na hora, feitos de uma farinha especial, com vago cheiro de enxofre.
Petrificado de espanto, Romualdo nada pôde fazer. Mesmo porque logo em seguida caiu duro no chão, onde foi encontrado ao amanhecer, e pouco a pouco recuperou a consciência.
Seu primeiro gesto foi pedir um pão e cheirá-lo. Cheirava natural, mas o padeiro não ousou prová-lo. Fechou o estabelecimento e sumiu no mundo.
Ludovico arrematou as instalações e passou a ser o padeiro do bairro, sem problemas.
 (Carlos Drummond de Andrade)


1)  O que Ludovico teria dito no momento em que partiu o pão durante o jantar?
2)  O padeiro não gostou de saber o que Ludovico havia dito.
A) Como se chamava o padeiro?
B) Que atitude ele tomou?
3.  Responda.
a) Ludovico, diante da reação do padeiro, confirmou ou negou o que já havia dito?
b) O que mais ele disse ao padeiro a respeito da farinha?
c) Que conselho deu ao padeiro?
4. Naquela noite, o pedreiro não dormiu.

a) Aonde o padeiro foi de madrugada?
b) O que havia de estranho lá?
5. Ao ver a cena, o pedreiro desmaiou. Na manhã seguinte, ele pegou um pão e           cheirou-o.
a) Que cheiro tinha o pão?
b) Por que, então, o padeiro não teria tido coragem de comê-lo?
6)  Depois disso, o que o padeiro fez? E Ludovico?
7) Pelo desfecho - a maneira como o texto termina - é possível tirar duas conclusões:
a) Quem era, nessa história, o “Diabo”?
b) Com que objetivo ele teria dito o que disse no início do texto?
8) A frase -“comer o pão que o diabo amassou”- é comumente empregada na linguagem popular. Explique o que ela quer dizer.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Toulouse-Lautrec (França, 1864-1901)

Ex-maldito, pintor de bêbedos, prostitutas, gigolôs e artistas alternativos como os circenses, o boêmio Henri­-Marie-Raymond de Toulouse-Lautrec passaria hoje por um produtor engajado, que tematiza comportamentos dos excluídos da sociedade. Um contrassenso em relação a sua origem aristocrática. Filho de Alphonse e Adèle, condes franceses cujas raízes remontam ao tempo de Carlos V, Lautrec nasceu no dia 24 de novembro de 1864, em Albi. Uma anomalia hereditária aliada a uma queda de cavalos selou seu destino, atrofiando-lhe braços e pernas, mas mantendo sua cabeça em tamanho normal – o que parecia transformá-la em algo imenso – e limitando seu corpo a 1,52 m. a deficiência física – advinda do casamento consanguíneo de seus pais, primeiros em primeiro grau – o marcou profundamente desde a infância. Seu irmão mais novo, Richard-Constantine, morreu com um ano. A tendência de os membros da família se casarem entre si para evitar a divisão do patrimônio gerou, no mínimo, outros três primos anões. A saúde debilitada e a separação dos pais antes que Lautrec tivesse completado 4 anos o levaram bem cedo a buscar os pincéis e as tintas. Aos 6 anos, já rabiscava cadernos e, aos 14, produziu as primeiras pinturas a óleo, aproveitando os longos períodos de convalescência ou aqueles em que suas pernas ficavam imobilizadas. A família, como a maioria dos nobres, sempre cultivou a pintura e a música erudita, e seu pai foi exímio desenhista. Em razão da deformidade física, Lautrec não tinha perspectivas de carreira no exército ou na diplomacia. Tudo colaborava para que se dedicasse às artes. Por isso, ele deixou a província aos 18 anos para estudar pintura em Paris. Sua alucinada vida noturna na capital francesa levou o pai a renega-lo e a ceder os direitos de sucessão a Alix, irmã de Lautrec. O artista tinha verdadeira idolatria pelo pai. Também sua mãe, Adèle, muito católica e dedicada à caridade, teve grande influência na vida do pintor. Mesmo separada do marido e abalada com as amizades “pouco recomendáveis” do filho, mandava-lhe dinheiro e cartas. Foi ela quem o levou para casa na ocasião de seu derradeiro ataque de paralisia, em 1901, decorrente da sífilis aguda. O vício, porém, sempre o venceu: Lautrec chegou a sair de um manicômio e ir diretamente para o bar. Em seus últimos anos de vida, em função da rotina desregrada que mantinha desde os 18 anos de idade, passou a sofrer cada vez mais com as crises de saúde. Elas eram constantes e obrigavam o artista a passar longas temporadas à beira-mar. No dia 20 de agosto foi levado a Malromé, onde faleceu em 9 de setembro de 1901. Tinha 36 anos, mas já havia feito história na arte e na noite de Paris com sua vasta e peculiar obra.   


Batons Líquidos Negra Rosa