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Mostrando postagens de Maio, 2016

Cara Minha Inimiga

Cara minha inimiga, em cuja mão
Pôs meus contentamentos a ventura,
Faltou-te a ti na terra sepultura,
Por que me falte a mim consolação.

Eternamente as águas lograrão
A tua peregrina formosura:
Mas enquanto me a mim a vida dura,
Sempre viva em minha alma te acharão.

E, se meus rudos versos podem tanto,
Que possam prometer-te longa história
Daquele amor tão puro e verdadeiro,

Celebrada serás sempre em meu canto:
Porque, enquanto no mundo houver memória,
Será a minha escritura o teu letreiro.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

Resumo do livro Pra que serve?, de Ruth Rocha

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Mesmo que não haja uma definição específica do que seja romance juvenil, é comum os autores consagrados da literatura infantil também se aventurarem no universo adolescente ou juvenil, escrevendo narrativas que enfocam as questões “próprias” da idade: medos, relacionamentos, separação de pais, entre outros.  O livro Pra que serve?, de Ruth Rocha, uma das obras que fazem parte da coleção Literatura em Minha Casa, distribuída para alunos de escola pública de todo o Brasil, nessa obra, em uma historia bem interessante, começa quando marina vai para um acampamento nas férias e lá ela encontra pessoas que conhecem e não, ela fica em um quarto com mônica, Mirna e as geme-as Paula e Patrícia, no segundo dia todo mundo vai para a aula de artes,  Marina faz um jacaré e depois quando ela vai para o quarto Pedro chega para ela e pergunta,  Marina pra que serve esse jacaré? Marina não sabe responder e fica pensando a respeito. No dia seguinte fica perguntando para as pessoas e para si mesma para…

Ruth Rocha - Vida e obras

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De como a menina que devorava livros virou a escritora que aprendeu a voar. Quando Ruth Rocha sorri o mundo parece sorrir à sua volta. Na verdade são muitos mundos que se iluminam diante do seu eterno olhar de menina. A começar pelo que ela viu se transformar em mais de 80 anos de vida, metade deles dedicados a escrever histórias que marcam a vida de milhões de crianças e jovens. Uma das maiores escritoras da literatura infanto-juvenil brasileira, Ruth nasceu em 2 de março de 1931, em uma São Paulo muito diferente onde cada bairro parecia uma cidade do interior. Na Vila Mariana onde cresceu haviam grandes chácaras, com muitas árvores, carregadas de flores e frutos, quintais e caminhos de terra que foram cenário para as suas brincadeiras e aventuras de infância. A segunda filha do Doutor Álvaro e de dona Esther, ouviu da mãe as primeiras histórias contadas como tradição de família ou lidas em livros de contos clássicos e de Monteiro Lobato. O mundo da literatura se abriu de vez com Rei…

Vocabulário 1- inglês/português

Animal = animal
Always = sempre
Beard = barba
Butter = manteiga
Classroom = sala de aula
Door = porta
Eye = olho
Eyebrows = sobrancelhas
Fox = raposa
First = primeiro
Fourth = quarto
Going = indo
Head = cabeça
Hair = cabelo
High = alto
Lesson = lição ou aula

Milk = leite
More = mais

Nostril = narina
Only = somente, apenas
To use = usar, costumar

Today = hoje
To excuse = desculpar
To say = dizer
To take = tomar, pegar
Tongue = língua
Wall = parede, muro

Present tense

Forma negativa

I do not love = eu não amo
You do not love = tu não amas
He does not love = ele não ama
We do not love = nós não amamos
You do not love = vós não amais
They do not love =eles não amam

Forma interrogativa

Do I love? = eu amo?
Do you love? = tu amas?
Does he love? = ele ama?
Do we love? = nós amamos?
Do you love? = vós amais?
Do they love? = eles amam?

Romance II ou do ouro incansável - Cecília Meireles

Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros;
a terra vai sendo aberta
por intermináveis sulcos;
infinitas galerias
penetram morros profundos.
De seu calmo esconderijo,
o ouro vem, dócil e ingênuo;
torna-se pó, folha, barra,
prestígio, poder, engenho . . .
É tão claro! — e turva tudo:
honra, amor e pensamento.
Borda flores nos vestidos,
sobe a opulentos altares,
traça palácios e pontes,
eleva os homens audazes,
e acende paixões que alastram
sinistras rivalidades.
Pelos córregos, definham
negros a rodar bateias.
Morre-se de febre e fome
sobre a riqueza da terra:
uns querem metais luzentes,
outros, as redradas pedras.
Ladrões e contrabandistas
estão cercando os caminhos;
cada família disputa
privilégios mais antigos;
os impostos vão crescendo
e as cadeias vão subindo.
Por ódio, cobiça, inveja,
vai sendo o inferno traçado.
Os reis querem seus tributos,
— mas não se encontram vassalos.
Mil bateias vão rodando,
mil bateias sem cansaço.
Mil galerias desabam;
mil homens ficam sepultos;
mil intrigas, mil enredos
prendem culpados…

De um lado cantava o sol - Cecília Meireles

De um lado cantava o sol, do outro, suspirava a lua.
No meio, brilhava a tua
face de ouro, girassol!
Ó montanha da saudade
a que por acaso vim:
outrora, foste um jardim,
e és, agora, eternidade!
De longe, recordo a cor
da grande manhã perdida.
Morrem nos mares da vida
todos os rios do amor?
Ai! celebro-te em meu peito,
em meu coração de sal,
Ó flor sobrenatural,
grande girassol perfeito!
Acabou-se-me o jardim!
Só me resta, do passado,
este relógio dourado
que ainda esperava por mim . . .

Máquina breve - Cecília Meireles

O pequeno vaga-lume com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;
o pequeno vaga-lume,
queimada a sua lanterna,
jaz carbonizado e triste
e qualquer brisa o carrega:
mortalha de exíguas franjas
que foi seu corpo de festa.
Parecia uma esmeralda
e é um ponto negro na pedra.
Foi luz alada, pequena
estrela em rápida seta.
Quebrou-se a máquina breve
na precipitada queda.
E o maior sábio do mundo
sabe que não a conserta.

Marinha - Cecília Meireles

O barco é negro sobre o azul.
Sobre o azul os peixes são negros.
Desenham malhas negras as redes, sobre o azul.
Sobre o azul, os peixes são negros.
Negras são as vozes dos pescadores,
atirando-se palavras no azul.
É o último azul do mar e do céu.
A noite já vem, dos lados de Burma,
toda negra,
molhada de azul:
— a noite que chega também do mar.

Depois do sol...

Depois do sol...
Fez-se noite com tal mistério,
Tão sem rumor, tão devagar,
Que o crepúsculo é como um luar
Iluminando um cemitério . . .
Tudo imóvel . . . Serenidades . . .
Que tristeza, nos sonhos meus!
E quanto choro e quanto adeus
Neste mar de infelicidades!
Oh! Paisagens minhas de antanho . . .
Velhas, velhas . . . Nem vivem mais . . .
— As nuvens passam desiguais,
Com sonolência de rebanho . . .
Seres e coisas vão-se embora . . .
E, na auréola triste do luar,
Anda a lua, tão devagar,
Que parece Nossa Senhora


Pelos silêncios a sonhar . . .
Cecília Mereiles

Van Gogh - biografia

Van Gogh (1853-1890) (1853-1890) foi um importante pintor holandês, um dos maiores representantes da pintura pós-impressionista. Vincent Willem Van Gogh (1853-1890) nasceu em Zundert, uma pequena aldeia holandesa. Filho de um pastor calvinista foi uma criança rebelde e insociável. Em 1869 ingressa num internato provinciano. Em 1869 vai para Haia trabalhar com o tio que abriu a sucursal da Galeria Goupil, uma importante empresa que comerciava obras e livros. Depois de três anos é mandado para Bruxelas, onde passa dois anos. Depois vai para Londres, sempre a serviço da galeria. Em 1875, van Gogh consegue sua transferência para Paris, onde julgava poder libertar-se de todas as suas frustrações. Em abril de 1876, após indispor-se com os clientes, é demitido do grupo Goupil. Vai para Inglaterra onde aceita o cargo de professor em escolas primárias de pequenas cidades. Nesse mesmo ano, em dezembro, vai para Etten, onde encontra sua família, mas suas relações familiares continuam difíceis, …

Salvador Dalí - Biografia

Salvador Dalí foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. Os quadros de Dalí chamam a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, como nos sonhos, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres da Renascença e foi um artista com grande talento e imaginação. Era conhecido por fazer coisas extravagantes para chamar a atenção, o que por vezes incomodava os seus críticos. Salvador Domenec Felip Jacint Dalí Domenech era filho de Salvador Dalí i Cusí (de remota origem árabe), de classe média e figura popular da cidade, e de Felipa Domenech, uma dona-de-casa católica. Iniciou sua educação artística na Escola de Desenho Municipal. Em 1916, durante férias de verão em Cadaquès, descobriu a pintura impressionista. Sua primeira exposição pública foi no Teatro Municipal de Figueres, em 1919. Em 1921, sua mãe morreu e, passado um ano, o pai casou-se com Tieta, irmã de Felipa. Em 1922, Dalí foi viver em Madri, onde estudou na Academia …

Antonin Artaud - biografia

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Antonin Artaud nasceu em Marselha, no dia 4 de setembro de 1896, e faleceu em Paris, no dia 4 de março de 1948. Foi um poeta, ator, roteirista e diretor de teatro francês.
Em 1937, Antonin Artaud, devido a um incidente, é tido como louco. Internado em vários manicômios franceses, cujos tratamentos são hoje duvidosos, ele é transferido após seis anos para o hospital psiquiátrico de Rodez, onde permanece ainda três anos. Em Rodez, Artaud estabelece com o Dr. Ferdière, médico-responsável do manicômio, uma intensa correspondência. Uma relação ambígua se estabelece entre os dois: o médico reconhece o valor do poeta e o incentiva a retomar a atividade literária mas, julgando a poesia e o comportamento de seu paciente muito delirante, ele o submete a tratamentos de eletrochoque que prejudicam sua memória, seu corpo e seu pensamento.
Existe aqui um afrontamento entre dois mundos, o da medicina e razão social e o do poeta cuja razão ultrapassa a lógica normal do “homem saudável”.
As cartas es…

Mote alheio (Luís Vaz de Camões)

Vós, Senhora, tudo tendes, Senão que tendes os olhos verdes.
                              Voltas
Dotou em vós Natureza O sumo da perfeição Que o que em vós é senão, É em outras gentileza; O verde não se despreza, Que agora que vós o tendes, São belos os olhos verdes.
Ouro e azul é a melhor Cor por que a gente se perde; Mas a graça desse verde Tira a graça a toda a cor. Fica agora sendo a flor A cor que nos olhos tendes, Porque são vossos e verdes.

Vermeer e os impressionistas

Os pintores do século XIX conviviam com as experiências das primeiras câmeras fotográficas. Dois séculos antes, Vermeer usava a câmera escura. Compreende-se assim a fascinação que o pintor barroco suscitou nos franceses do século XIX, partindo da Escola de Barbizon, passando pelos realistas, até chegar aos impressionistas ou pós-impressionistas, que tentam captar a atmosfera por meio da cor e traduzi-la em sensações. O truque de Vermeer, porém, séculos antes, consistia em utilizar a câmera escura, mas fora de foco, um aparelho inventado no século XVI, com lentes e espelhos que permitiam projetar na tela, com bastante exatidão, o tema a ser pintado. Ele usava a câmera escura e trabalhava sobre a imagem refletida, o que se caracterizava a ausência de algum esboço. Isso possibilitava “borrar” naturalmente a imagem, obtendo áreas nas quais a cor consistia em uma grande acumulação de pontos, semelhante ao pontilhismo. Ou seja, o holandês não pintava exatamente como ele via, mas sim …

Transmissão Hereditária

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A Rússia de Pedro

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Monja - Cruz e Sousa

Ó Lua, Lua triste, amargurada,
Fantasma de brancuras vaporosas,
A tua nívea luz ciliciada
Faz murchecer e congelar as rosas.

Nas floridas searas ondulosas,
Cuja folhagem brilha fosforeada,
Passam sombras angélicas, nivosas,
Lua, Monja da cela constelada.
Filtros dormentes dão aos lagos quietos,
Ao mar, ao campo, os sonhos mais secretos,
Que vão pelo ar, noctâmbulos, pairando...

Então, ó Monja branca dos espaços,
Parece que abres para mim os braços,
Fria, de joelhos, trémula, rezando...

Folclore

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Você pode ver mais sobre o conceito de no seguinte site da Universidade de Campinas: http://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_conceito.pdf Você pode ver as danças folclóricas brasileiras no seguinte site da Universidade de Campinas: http://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_dancas.pdf

Borboleta

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O mapa do céu

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Voltaire

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A vida, o grande enigma

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