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Mostrando postagens de Setembro, 2017

Como tomar banho sem molhar as tranças Box Braids

Por Carlotinha Flores

Se arrume comigo em Barcelona

Por Carlotinha Flores

A figura feminina com linha mestra

Banhista sentada (1892)Óleo sobre tela – 81 cm x 65 cm Coleção Lehmann. Nova York, Estados Unidos            Observar, por alguns momentos, um quadro de Renoir é o suficiente para inundar-se da forma graciosa, leve e descontraída com que ele via e pintava a vida. “Para mim, um quadro deve ser algo amável, alegre e bonito. Já há na vida um número suficiente de coisas ruins. Para que fabricarmos mais?”, dizia. A figura feminina – presente na maioria de suas obras – representava para Renoir essa tradução do belo, do sutil, do amável. No entanto, copiar o corpo e a feição das mulheres para uma tela não abstrata. Elas eram fonte de inspiração para Renoir. Esse laço tornou-se ainda mais forte quando, em 1880, casou-se com a sua modelo Aline Charigot. As mulheres eram, para Renoir, seres exclusivamente animais, que agiam por instinto. Na visão dele, elas não possuíam espírito, intelecto nem consciência dos indivíduos atuante na sociedade. Tudo que Renoir pedia a uma modelo era que “sua pele rec…

Renoir – um mestre valorizado em vida

Resenha fibra sintética Jumbo X-Presssion

Por Carlotinha Flores


Inscrição

Sou entre flor e nuvem, Estrela e mar. Por que havemos de ser unicamente humanos, Limitados em chorar?
Não encontro caminhos Fáceis de andar. Meu rosto vário desorienta as firmes pedras Que não sabem de água e de ar.
E por isso levito. É bom deixar Um pouco de ternura e encanto indiferente de herança, em cada lugar.
Rastro de flor e estrela, Nuvem e mar. Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido: A sombra é que vai devagar.
MEIRELES, Cecília. In: Moisés, Massaud. A literatura brasileira através de textos. 21. ed. São Paulo: Coutrix, 1998. p. 454.

Outra Negra Fulô - Oliveira Silveira

O sinhô foi açoitar a outra nega Fulô - ou será que era a mesma? A nega tirou a saia a blusa e se pelou O sinhô ficou tarado, largou o relho e se engraçou. A nega em vez de deitar pegou um pau e sampou nas guampas do sinhô. - Essa nega Fulô! Esta nossa Fulô!, dizia intimamente satisfeito o velho pai João pra escândalo do bom Jorge de Lima, seminegro e cristão. E a mãe-preta chegou bem cretina fingindo uma dor no coração. - Fulô! Fulô! Ó Fulô! A sinhá burra e besta perguntava onde é que tava o sinhô que o diabo lhe mandou. - Ah, foi você que matou! - É sim, fui eu que matou – disse bem longe a Fulô pro seu nego, que levou ela pro mato, e com ele aí sim ela deitou. Essa nega Fulô! Essa nega Fulô!

Eu tenho um bugre dentro de mim

Eu tenho um bugre dentro de mim, tenho... Sinto-o nesta paixão antiga por caçadas, no prazer infantil de andar no mato, na profunda afeição pelas coisas agrestes.
Nasci nas matas do rio Doce. “Minha bisavó foi pegada a laço”... Talvez seja por isso que não gosto de arranha-céus, estes jequitibás mortos, sem folhagens no carrascal das cidades. Não gosto de apartamentos onde o ar só entra pelos conta-gotas das janelas; não gosto de asfalto, deixa o solo sem poros, como cicatrizes de queimaduras; nem de estradas eu gosto, lembram cadáveres congelados...
Eu tenho um bugre dentro de mim, diluído no meu sangue, tenho... Sinto que ele me arrasta para a fragrância balsâmica das matas, para a música das cachoeiras, para as noites leitosas de luar, para a majestade serena dos grandes rios, para o marulhar constante dos regatos, para o verde dos mares, para o azul dos céus, para o silêncio repousante dos lagos adormecidos...
Ainda é ele, o bugre, que me impele para a árvore de junco do teu corpo, para os galhos roliços dos…

Poeminha da ciência sem presciência

Eu sou da geração Que mais se boquiabriu E esbugalhou os olhos, Imbecil, À florescência Da ciência. Me maravilhei com a sulfa, A vitamina, O transistor, o laser E a penicilina. Ante-televisão Bestei com a teleobjetiva A quarta dimensão O quilouóti posto na locomotiva O relógio digital O computador e a computação A lente helicoidal E a radiografia, Babei com a holografia! Embora pró Sou também pré-jatopropulsão O que me torna preprojatopró, Termo que não ocorreria À minha vó Tenho a vaga impressão De que a ciência Brochará sua invenção Quando morrer o espanto Da minha geração
Millôr Fernandes 

Acessórios para tranças box braids

Como aplicar blush e iluminador

Por Carlotinha Flores

Maresia

Não havia espelho na barraca. Nenhum, nem desses pequenos, de bolsa. E eu sentia minhas que minhas pernas cresciam, exibidas no short de bolinha.             A Bete saiu, ainda me perguntou: "Você não vem?" Inventei que ia pentear o cabelo, qualquer bobagem. O que queria mesmo era chorar. A camiseta era larga - tudo bem. O tênis escondia aquele pé redondo, horroroso. E as pernas? O que a gente faz com pernas, se está de short?             Sempre me falaram que quando a gente não é bonita tem de ser inteligente. É bem mais fácil ser bonita, é verdade: era só olhar a Marinha, ou a Renata - elas podiam ter acabado a aula de Educação Física, elas chegavam debaixo de chuva na escola, tomavam sorvete escorrendo pelo queixo - e continuavam bonitas. Eu? Ah! Três horas de cabeleireiro, quilômetros de butique e a roupa caía mal, o cabelo continuava espetado.             E gorda. Isso sim, era o pior de tudo no mundo. Eu enchia a bochecha pra falar: goooorda. A própria pal…