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O Simbolismo em Portugal

     O Simbolismo em Portugal teve início em 1890, com a publicação do livro Oaristos , do poeta Eugênio de Castro, um dos três mais significativos autores da época, e perdurou até a primeira década do século XX. Eugênio de Castro nasceu em 1869, e viveu 75 anos, boa parte deles em Paris, onde recebeu forte influência literária. Licenciado em Letras pela Faculdade de Coimbra, optou pela carreira docente influenciou decisivamente toda uma geração simbolista portuguesa. A partir de seu livro Oaristos . Sua obra se dividiu em duas fases: uma marcadamente simbolista; a outra, de forte tendência neoclássica e saudosista, já que resgata o passado glorioso de Portugal.       Camilo Pessanha, nascido em 1867, formou-se me Direito, exerceu a advocacia e foi procurador. Faleceu de tuberculose aos 59 anos. Foi outro autor de forte influência na sua época. Sua produção poética, de traços nitidamente simbolista, com elevado poder de sugestão, emprego de muitas cor...

Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Produndissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme — este operário das ruínas — Que o sangue podre das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra! ANJOS, Augusto dos. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro/Belo Horizonte: Livraria Garnier, 1998. p. 56. 1. Assinale a alternativa em que se apresenta um aspecto de que um parnasiano convicto criticaria, ao ler esse poema. a) Organização do texto em forma de soneto. b) Emprego de rimas, inclusive do tipo preciosa. c) Presenças de palavras julgadas antipoéticas. d) Preocupação com a métrica do poema. 2. Estão ...

Longe de tudo

É livres, livres desta vã matéria, longe, nos claros astros peregrinos que havemos de encontrar os dons divinos e a grande paz, a grande paz sidérea.   Cá nesta humana e trágica miséria, nestes surdos abismos assassinos teremos de colher de atros destinos a flor apodrecida e deletéria. O baixo mundo que troveja e brama só nos mostra a caveira e só a lama, ah! só a lama e movimentos lassos... Mas as almas irmãs, almas perfeitas, hão de trocar, nas Regiões eleitas, largos, profundos, imortais abraços! Sousa, Cruz e. Poesias completas. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura, 1991. p.158. 1. (UFRJ) o texto confronta dois espaços para marcar a oposição “corpo e alma”. a) Retire do texto dois advérbios que explicam esses dois espaços. b) Transcreva duas expressões formadas por adjetivo(s) e substantivo que caracterizam esses espaços, identificando a que espaço cada uma se refere. 2. (UFRJ) Explique a visão de corpo em rela...