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Mostrando postagens de Março, 2012

O Estúdio do Artista (c. 1665-1666)

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Johannes Vermeer (1632-1675) Óleo sobre tela – 98,5 cm x 118,5 cm
Museu de História da Arte – Viena, Áustria
Esta é uma das obras mais conhecidas de Vermeer e sobre a qual mais se escreveu. No entanto, ela ainda apresenta muitos mistérios para serem resolvidos. A cena tem lugar no ateliê do artista. A mesa de carvalho, que aparece em tantas obras de Vermeer, fazia parte de se inventário. A luz entra por uma janela, que a cortina em primeiro plano não deixa ver. O pintor se apresenta, ou pelos menos representa a figura do artista, de costas para o público e em plena atividade. A mulher que lhe serve de modelo é a sua musa da História, Clio, que posa com uma trombeta na mão direita – quem sabe uma alusão à música. As primeiras críticas em relação à obra diziam que a máscara sobre a mesa simbolizava a escultura, que jazia vencida pela pintura. No entanto, todos os outros objetos – um livro, um pano e um caderno mantêm-se incógnitos, ainda desprovidos de segundos sentidos. O mapa ao fundo ap…

Só pra não esquecer

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Algumas caricaturas de famosos

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Bilhete para Los Angeles - Rubem Braga

Tu, que te chamas Vinícius De Moraes, inda que mais Próprio fora que Imorais Quem te conhece chamara – Avis raral
Tens uns olhos de menino Doce, bonito e ladino E és um calhordaço fino: Só queres amor e ócio, Capadócio!
Quando a viola ponteias As damas cantando enleias E as prendes em tuas teias – Tanto mal que já fizeste, Cafajeste!
Apesar do que, faz falta Tua presença, que a malta Do Rio pede em voz alta: Deus te de vida e saúde
Em Hollywood!

Entrelinhas - Maristher Motta Bello

Às vezes, o mundo é azul Outras, é diamante – reluz Às vezes, é só colorido Outras, parece tingido Às vezes, é cinzento de um momento Outras, é o carmim da flor que chegou para mim Não sei por que as cores me intrigam assim Como pode uma cor ser boa ou ruim? O mundo, entre outras coisas, é luz A luz, entre outras coisas, é cor E, entre outras coisas, a cor é meu mundo E o mundo é um mundo de cor E eu, às vezes, não sei da cor E eu, às vezes, não sei dar a cor que me seduz Mas, sei que cada segundo O mundo, entre outras coisas, Está transbordando de luz.

Macacos me mordam – Fernando Sabino

Morador de uma cidade do interior de Minas me deu conhecimento do fato: diz ele que há tempos um cientista local passou telegrama para outro cientista, amigo seu, residente em Manaus: “Obséquio providenciar remessa 1 ou 2 macacos”. Necessitava ele de fazer algumas inoculações em macaco, animal difícil de ser encontrado na localidade. Um belo dia, já esquecido da encomenda, recebeu resposta: “Providenciada remessa 600 restante seguirá oportunamente”. Não entendeu bem: o amigo lhe arranjara apenas um macaco, por seiscentos cruzeiros? Ficou aguardando, e só foi entender quando o chefe da estação veio comunicar-lhe: – Professor, chegou sua encomenda. Aqui esta o conhecimento para o senhor assinar. Foi preciso trem especial. E acrescentou: – É macaco que não acaba mais! Ficou aterrado: o telégrafo errara ao transmitir “1 ou 2 macacos”, transmitira “1002 macacos”! E na estação, para começar, nada menos que seiscentos macacos engaiolados aguardavam desembaraço. Telegrafou imediatamente ao amigo: “Pel…