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Águas - Cyro de Mattos

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Águas do rio Cachoeira havia o fragor de espumas havia o verde nas vagas o lume do tempo sem faca o coração lúcido das águas haveria outras águas de perau e rocha as marcas decididamente acumuladas no leito do mistério a natureza impõe a deságua: no mar de meu sono triste sonho que me acordem essas águas MATTOS, Cyro de. Vinte poemas do rio . Ilhéus: Editus, 2001

Diante do Rio - Cyro de Mattos

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Mancha ao invés de espuma perau ao invés de remanso queda ao invés de mergulho dúvida ao invés de certeza lua muda ao invés de ave branca nessa tarde de brilho longínquo maduros janeiros em tuas águas ainda que me ocultes em tua fábula há em tua flor de água-pé a proposta livre da vida, canção de aurora riberinha no meu nado cristalino e afoito. MATTOS, Cyro de. Vinte poemas do rio . Ilhéus: Editus, 2001