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Mostrando postagens com o rótulo Poesias

Segura onda... Que é Mesa Redonda...

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    Olha essas cores Olha essas flores Olha esses cheiros Parece o seu canteiro   Olha essa forma Olha essa cor Parece jeitinho de amor   Olha esse rio, esse chão, Essa cara, essa voz, essa canção Olha esse zoinho verde, preto, puxadinho Cor do céu azul anil Parece um bocadinho cara e colo do Brasil   Olha essa mata Olha essa vila Parece a sua casa Parece Tarsila ... Carvão, bata, sol Noite estrelada rouxinol Um quarto Autorretrato   Figura e fundo se misturando É azul do fundo dos olhos no fundo Ou no fundo é azul nos olhos azulando   A cor está pegando fogo E as linhas estão meio grog Não é dia de festa, mas se paixão que infesta É só dor de Van Gogh ... Maristher Motta Bello

Um Rap Diferente

Portinhola Portinari Ponta a ponta do nariz Um jeito de criança Um jeito de ser feliz Abre a porta Solta a Pipa, Rola e roda, cobra-cega Boi-mamão, bom pião que pega-pega Retirantes bandeirantes Como antes Bom Cervantes Brasileiro Que não erra Denuncia com tinta e poesia Da terra ... Dia e noite Ontem hoje Céu e   mar Dentro fora Tudo é agora Se mistura Redecora Não é barroco Não é fosco É GRAVURA Formosura Framboesa É beleza De Escher   Maristher Motta Bello

Um e outro lado... Num júri simulado

Alguma coisa está fora da ordem Parece rebuliço Formas e cores No risque rabisque Não é desordem É Kandinsky Não é cinismo, nem exibicionismo É só provação do Abstracionismo ... Pintura é atitude Guerra Complexidade O artista desconstrói E reconstrói realidade Tantas faces Uma idade Juventude, mocidade Pra chegar a velhice E pintar Como criança Sem vaidade   Maristher Motta Bello

Poemas de Gonçalves Dias

CANÇÃO DO EXÍLIO Kennsl du das Land, wo die Citronen, blühen, Im dunkeln die Gold-Orangen gliihen,Kcnnst du es wohl? - Dahin, dahin! Môcht ich... ziehn. GOETHE     Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais fores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar – sozinho, à noite – Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá. Coimbra – Julho 1843 O CANTO DO GUERREIRO I Aqui na foresta Dos ventos batida, Façanhas de bravos Não geram escravos, Que est...

Canarinho - Arilton Bronze

Voa, voa canarinho, voa... Para longe da gaiola Eu sou uma criançinha Que te ama e te namora. Voa, voa passarinho Pela terra sem fim, Busce a sua liberdade Cante um dia só para mim. Voa, voa sem maldade Não fique preso no alçapão Viver sem a liberdade É viver na solidão.

O sabiá cantou - Arilton Bronze

Cante sabiá! O poeta não ouviu Minha presença de mulher Deixou-o cego e feliz. Cante sabiá! O poeta não ouviu Esteve tanto tempo a me olhar Que ele se confundiu. Cante sabiá! O poeta não ouviu Olhava para meus cabelos, A cor e o perfume o iludiu. Cante sabiá! O poeta não ouviu. Cante sabiá! Cante sabiá!