domingo, 30 de junho de 2013

O Renascimento


                Orgulhoso de seu momento histórico – a superação das crises do final da Idade Média -, o homem do século XVI denominou sua época de Renascimento. Pretendia assim dar ideia de que o período imediatamente anterior teria sido pouco importante – uma idade “média” colocada entre duas fazes áureas da humanidade. Para os renascentistas, os séculos XV e XVI assistiam ao ressurgimento da brilhante cultura greco-romana. Tal pretensão é considerada hoje exagerada, pois a Idade Média não desconhecera a cultura antiga, aliás, preservada em parte graças aos medievais. Assim, não houve uma quebra de continuidade entre um período e outro. Por isso, atualmente se prefere datar o Renascimento entre 1300 e 1600.

                Porém, se o homem renascentista não tinha características absolutamente novas, sem dúvida havia nele alguns elementos que o distinguiam de seus antecessores medievais: era profundamente individualista, racionalista, eclético, hedonista, enfim, humanista. O homem se autovalorizava, vendo sua existência com uma forma não apenas de louvar o Criador, mas também de louvar a si mesmo como criador.

                Esse perfil, contudo, não se aplicava a toda a população europeia da época. A cultura renascentista, na verdade, foi um fenômeno de elite, um movimento urbano, tendo se manifestado desigualmente entre as várias regiões. O centro-norte italiano, a parte mais urbanizada e rica da Europa de então, foi o polo dinâmico desse movimento cultural. Nas zonas rurais que cobriam a maior parte da Europa, predominava uma cultura tradicional popular e oral.

                Nesse momento de intensificação das trocas comerciais e dos contatos possibilitados pelas peregrinações, pela diplomacia e pelas guerras, cultura erudita e cultura popular naturalmente se interpenetravam. É o que se percebe claramente, por exemplo, nas obras do italiano Boccacio, do francês Rabelais, do alemão Durer e do espanhol Cervantes.

Segura onda... Que é Mesa Redonda...

 

 
Olha essas cores
Olha essas flores
Olha esses cheiros
Parece o seu canteiro
 
Olha essa forma
Olha essa cor
Parece jeitinho de amor
 
Olha esse rio, esse chão,
Essa cara, essa voz, essa canção
Olha esse zoinho verde, preto, puxadinho
Cor do céu azul anil
Parece um bocadinho cara e colo do Brasil
 
Olha essa mata
Olha essa vila
Parece a sua casa
Parece Tarsila
...
Carvão, bata, sol
Noite estrelada rouxinol
Um quarto
Autorretrato
 
Figura e fundo se misturando
É azul do fundo dos olhos no fundo
Ou no fundo é azul nos olhos azulando
 
A cor está pegando fogo
E as linhas estão meio grog
Não é dia de festa, mas se paixão que infesta
É só dor de Van Gogh
...
Maristher Motta Bello

Um Rap Diferente

Portinhola Portinari
Ponta a ponta do nariz
Um jeito de criança
Um jeito de ser feliz
Abre a porta
Solta a Pipa,
Rola e roda, cobra-cega
Boi-mamão, bom pião que pega-pega
Retirantes bandeirantes
Como antes
Bom Cervantes
Brasileiro
Que não erra
Denuncia com tinta e poesia
Da terra

...

Dia e noite
Ontem hoje
Céu e  mar
Dentro fora
Tudo é agora
Se mistura
Redecora
Não é barroco
Não é fosco
É GRAVURA
Formosura
Framboesa
É beleza
De Escher
 

Maristher Motta Bello

Um e outro lado... Num júri simulado

Alguma coisa está fora da ordem
Parece rebuliço
Formas e cores
No risque rabisque
Não é desordem
É Kandinsky
Não é cinismo, nem exibicionismo
É só provação do Abstracionismo

...

Pintura é atitude
Guerra
Complexidade
O artista desconstrói
E reconstrói realidade
Tantas faces
Uma idade
Juventude, mocidade
Pra chegar a velhice
E pintar
Como criança
Sem vaidade

 
Maristher Motta Bello

Entrelinhas

 Às vezes, o mundo é azul
Outras, é diamante - reluz
Às vezes, é só colorido
Outras, parece tingido
Às vezes, é cinzento de um momento
Outras, é o carmim da flor que chegou para mim
Não sei por que as cores me intrigam assim
Como pode uma cor ser boa ou ruim?
O mundo, entre outras coisas, é luz
A luz, entre outras coisas, é cor
E, entre outras coisas, a cor é o mundo
E o mundo é um mundo de cor
E eu, às vezes, não sei da cor
E eu, às vezes, não sei dar a cor que me seduz
Mas, sei "de cor" que a cada segundo
O mundo, entre outras coisas,
Está transbordando de luz.

Autora: Maristher Motta Bello

AS NAÇÕES

E...no movimento das onda,movidos por interesses reais,
papeis internacionais, os portugueses chegaram ao BRASIL
IMPOSSÍVEL NÃO FICAR.
E …,no movimentos das ondas,movidos pela chibata ,
vieram os negros da ÁFRICA para o BRASIL
IMPOSSÍVEL VOLTAR.
E...,incapazes de ficar imoveis, a céu aberto,
descoberto, estavam os índios que há40.000 anos,
em um movimento sobrevivência ,já haviam
''descoberto''um BRASIL.
IMPOSSÍVEL RESISTIR.
E,entre um e outro movimento, foram ficando.
E, entre e um e outro movimento,foram se misturando.
E, em mov imentos de fé e de paixão, ódio, liberdade e
dominação ,forram se transformando em brasileiros.
O que abaiana tem?
Ela é carioca .
Quem te conhece não se esquece jamais,
PARANAUE, PARANAUE, PARANA,
Menino Deus do corpo azul-dourado,
Alguma coisa acontece no meu coração,
No centro de um planalto vazio.
E,pela estrada que me leva a MACEIÓ, eu descobri,
Seriema do MATO GROSSO teu canto triste me faz lembrar,
Lá no sertão de GOIÁS...
Tantas nações num só lugar,tinha que dar no que deu.
Maristher Motta Bello

Trabalhos da artista Rosarlette










Atelier Voo da Rosa

 Artista Rosarlette















segunda-feira, 24 de junho de 2013

São João Elétrico em Porto Seguro

O São João Elétrico é um evento criado pela prefeitura de Porto Seguro em seu primeiro ano de mandado. Aqui, na cidade do descobrimento do Brasil, as pessoas não estão acostumadas isso, pois nunca aconteceu uma festa igual ou parecida com essa. Geralmente durante o período das festas juninas, a população sai para passar as comemorações do mês fora da cidade. Quem na tem condições de viajar fica sem opção. Contudo isso parece ter mudado. A primeira festa junina realizada pela prefeita Cláudia Oliveira parece ter agradado a todos, e, principalmente, a população mais carente, que há anos reclamavam da falta dos festejos juninos no município. Pois a prefeita Cláudia Oliveira parece ter ouvido as súplicas do povo.
A festa estava bonita e organizada:
As ruas estavam limpas;
Tinha policiamento;
Telões;
Banheiros químicos à vontade;
Bandas e cantores famosos.
Entre tantos outros os requisitos que abrilhantaram a festa e fez de São de Porto Seguro. Que hoje, pode ser incluído em um dos melhores São João da região, no ano de 2013.
Vejam as fotos de um, entre os vários show do evento: 

















Fotos: Arilton Bronze

sábado, 22 de junho de 2013

Sexa

- Pai...
- Hmmm?
- Como é o feminino de sexo?
- O quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só tem sexo masculino?
- É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra "sexo" é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
- Não devia ser "a sexa"?
- Não.- Por que não?
- Porque não! Desculpe. Porque não. "Sexo" é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- É. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?- Sexo mesmo. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- É. Quer dizer... Olha aqui. Tem o sexo masculino e o sexo feminino, certo?
- Certo.
- São duas coisas diferentes.
- Então como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. "A palavra' é feminino. Se fosse masculina seria "o pal..."
- Chega! Vai brincar, vai.
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
- Temos que ficar de olho nesse guri...
- Por quê?
- Ele só pensa em gramática.

 VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédia para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 53-54.

 
 
Gênero e Significação:
 
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e outra no feminino. Observe:
 
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou proibição de trânsito)
 
o cabeça (chefe)
a cabeça (parte do corpo)
o cisma (separação religiosa, dissidência)
a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o cinza (a cor cinzenta)
a cinza (resíduos de combustão)
o capital (dinheiro)
a capital (cidade)
o coma (perda dos sentidos)
a coma (cabeleira)
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro)
a coral (cobra venenosa)
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e de outros sacramentos)
a crisma (sacramento da confirmação)
o cura (pároco)
a cura (ato de curar)
o estepe (pneu sobressalente)
a estepe (vasta planície de vegetação)
o guia (pessoa que guia outras)
a guia (documento, pena grande das asas das aves)
o grama (unidade de peso)
a grama (relva)
o caixa (funcionário da caixa)
a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o lente (professor)
a lente (vidro de aumento)
o moral (ânimo)
a moral (honestidade, bons costumes, ética)
o nascente (lado onde nasce o Sol)
a nascente (a fonte)
o maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor)
a maria-fumaça (locomotiva movida a vapor)
o pala (poncho)
a pala (parte anterior do boné ou quepe, anteparo)
o rádio (aparelho receptor)
a rádio (estação emissora)
o voga (remador)
a voga (moda, popularidade)

 

Batons Líquidos Negra Rosa