O fervor da Belle Époque



A despeito das guerras, disputas comerciais e epidemias, a belle époque foi, sobretudo, um período em que Paris brilhou como centro do mundo. Se havia algo importante acontecendo, especialmente relacionado às artes. A capital francesa seria seu palco e, muitas vezes, seu berço. Em 1870, porém, na tentativa de barrar o expressionismo alemão, o imperador da França, Napoleão III, iniciou a disputa contra a Prússia. Renoir, convocado para a batalha, jamais poderia imaginar que o conflito franco-prussiano seria uma das principais causas, que 45 anos depois, da Primeira Guerra Mundial. Nessa época, a Europa vivia o período de conquistas, ligando pequenas ou grandes distâncias por meio do telefone, percursos que diminuíram ainda mais com a chegada dos automóveis. O entusiasmo tomava conta dos salões, dos bailes e das ruas, e os cenários cultural e politico estavam em efervescência. Floresciam as vanguardas artísticas e os movimentos socialistas organizados. O estilo art nouveau, caracterizado pelo uso de linhas, onduladas e assimétricas, permeava a arquitetura, o design e as artes plásticas. O fim da Primeira Guerra Mundial, no entanto, não se restringia apenas à contagem de óbitos. Mais do que isso, marcaria também o término de uma arte europeia, o fim da belle époque.


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