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A arte gótica

            No século XII tem início a uma economia fundamentada no comércio. Isso faz com que o centro da vida social se desloque do campo para as cidades e apareça a burguesia urbana.             Novamente a cidade é o lugar onde as pessoas se encontram, trocam informações e ampliam contatos. Como vimos, na primitiva Idade Média o centro da vida social estava no campo e eram os mosteiros os locais de desenvolvimento intelectual e artístico. Agora, outra vez, é a cidade que será renovadora dos conhecimentos, da arte e da própria organização social.             No começo do século XII, a arquitetura predominante ainda é a românica, mas já começam a aparecer as primeiras mudanças que conduzirão a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios.        ...

Da história às lendas

            Por volta de 2000 a.C., hordas de guerreiros vindos do nordeste lançaram-se sobre a Grécia. Trata-se de um povo designado “filhos de Heleno”, “helenos” ou ainda, “aqueus” (termo que significa “o povo dos rios”). Esses invasores espalham-se por toda a Grécia continental, antes de ocupar as numerosas ilhas que a rodeiam. Por toda a parte, impõem às populações nativas seu sistema social e político, seu modo de vida e suas crenças religiosas.             Dessa maneira, constitui-se civilização grega, a Hélade, que não é uma noção no sentido moderno da palavra, mas um sem-número de cidades independentes. O que os antigos gregos têm em comum são a língua, o modo de vida e a religião, traduzida em sua mitologia. Afora esses valores culturais, tudo os separa, e as guerras entre cidade-estados frequentes.           ...

Basílio da Gama (1741-1795)

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                Basílio da Gama nasceu em São José del’ Rei, atual Tiradentes, Minas Gerais. Estudou com os jesuítas no Rio de Janeiro até que estes foram expulsos do Brasil. Vai para a Itália, onde ingressa na Arcádia Romana e adora o pseudônimo de Termindo Sipilío. Escapa a acusações de jesuitismo escrevendo um poema de louvor ao casamento da filha do todo-poderoso Marquês do Pombal. Protegido pelo “déspota esclarecido”, publica, 1769, sua obra-prima, o Uraguay . Narrando o massacre dos índios no episódio de Sete Povos de Missões, o poema épico, escrito e versos brancos, destaca as figuras heroicas dos índios Cacambo e Lindya, cujo fim trágico é fruto da maldade atroz do jesuíta Pe. Balda. Soneto a Tupac Amaru Dos curvos arcos açoitando os ares Voa a seta veloz do índio adusto; O horror, a confusão, o espanto, o susto, Passam da terra, e vão gelar os mares. Ferindo a vista os trêmulos cocares,...

A tempestade (Gonçalves Dias)

Quem porfiar contigo... ousara Da glória o poderio; Tu que fazes gemer pendido o cedro, Turbar-se o claro rio?                      A. Herculano Um raio Fulgura No espaço Esparso, De luz; E trêmulo E puro Se aviva, S’esquiva Rutila, Seduz! Vem a aurora Pressurosa, Cor de rosa, Que se cora De carmim; A seus raios As estrelas, Que eram belas, Tem desmaios, Já por fim. O sol desponta Lá no horizonte, Doirando a fonte, E o prado e o monte E o céu e o mar; E um manto belo De vivas cores Adorna as flores, Que entre verdores Se vê brilhar. Um ponto aparece, Que o dia entristece, O céu, onde cresce, De negro a tingir; Oh! vede a procela Infrene, mas bela, No ar s’encapela Já pronta a rugir! Não solta a voz canora No bosque o vate alado, Que um canto d’inspirado Tem sempre a cada aurora; É...