sábado, 7 de janeiro de 2012

Cultura da Espanha

ARQUITETURA

A arquitetura da Espanha revela a influência dos vários povos que dominaram o país. Alguns aquedutos, pontes e outras edificações dos antigos romanos ainda estão em uso., enquanto ruínas de outros monumentos romanos podem ser vistas em todo o país. Mesquitas (templos) construídas pelos mouros erguem-se em algumas cidades do sul, embora a maioria dessas construções sejam agora igrejas católicas. A enorme catedral de Córdoba foi construída como mesquita no século VIII. Mais de mil colunas de granito, jaspe, mármore e ônix sustentam suas arcadas. Os mouros construíram castelos fortificados chamados alcáçares. O mais famosoe o esplêndido Alhambra, em Granada. A Espanha tem cerca de 1400 castelos e palácios, incluíndo os alcáçeres. O Escorial, que é uma combinação de mausoléu, igreja, mosteiro e palácio, se encontra a cerca de 48 km ao noroeste de Madri. Foi construído no século XVI: é uma das maiores edificações do mundo.

A estrutura de granito cinzento ocupa quase 37 mil metros quadrados, tem 300 salas, 88 fontes e 86 escadas. Os túmulos de muitos monarcas espanhóis encontram-se no Escorial. A uma distância aproximada de 16 km do Escorial fica o Vale dos Caídos, outro monumento aos mortos e mosteiro. Os mausoléus encontram-se no inteiror de uma montanha.Cerca de 46 mil mortos durante a Guerra Civil Espanhola estão enterrados nesse local, assim como o corpo do ditador Francisco Franco. Uma cruz com 150 m de altura, feita de concreto armado, foi colocada em cima da montanha. A catedral gótica de Sevilha é a segunda maior igreja da Europa. Apenas a Basílica de São Pedro, em Roma, a supera. A catedral de Sevilha em 116 m de comprimentoe 76 m de largura, e sua torre ergue-se a 120 m.


 MÚSICA

Ao contrário de muitos outros países europeus, a Espanha foi berço de poucos compositores importantes de óperas e sinfonias. No século XVII, compositores espanhóis criaram uma modalidade de opereta chamada zarzuela, que combina canto e diálogo. Os músicosmais cinhecidos da Espanha no século XX são o violoncelista Pablo Casals, o compositor Manuel de Falla e o violonista clássico Andrés Segóvia. Na Espanha existem cantos e danças folclóricas. O povo de cada região tem suas canções e danças especiais. O acompanhamento é feito com castanholas, violões e pandeiros. Danças espanholas como o bolero, o fandango e o flamenco tornaram-se mundialmente conhecidas.


ARTES

A Espanha tem uma rica tradição artística e foi berço de alguns dos maiores pintores e escritores do mundo. As artes na Espanha tiveram seu apogeu no chamado Século de Ouro, entre os séculos XVI e XVII, quando o país era uma das maiores potências mundiais. Desde então as artes conheceram certa decadência, mas houve um renascimento no século XX.


LITERATURA

As mais antigas obras espanholas ainda existentes são O Poema do Cid e O Drama dos Reis Magos. Especialistas acreditam que ambas as obras datem do século XII, mas não sabem quem as escreveu. O Poema do Cid narra as façanhas de um dos heróis nacionais da Espanha. Apenas uma parte de O Drama dos Reis Magos se conservou: a obra trata da visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Durante o Século de Ouro, os escritores espanhóis produziram algumas das mais conhecidas obras literárias do país. Por exemplo Miguel Cervantes escreveu Dom Quixote, uma das mais importantes obras literárias de todos os tempos. O dramaturgo Pedro Calderón de la Barca escreveu a famosa peça A Vida é Sonho. Entre os principais escritores espanhóis do século XX contam-se os ensaístas José Ortega y Gasset e Miguel de Unamuno, o dramaturgo Antonio Buero Vallejo, o romanciscta Camilo José Cela e os poetas Garcia Lorca e Juan Ramón Jimenez.


ALGUNS ESCRITORES

 LOPE DE VEGA: (1562 - 1635) Poeta e dramaturgo barroco, é considerado o criador do teatro espanhol do século XVII. Extremamente produtivo, consta que escreveu 1.500 peças. Exagero ou não, Lope de Veja dominou os palcos teatrais até a chegada de Pedro Calderón de la Barca, que lhe roubou o público. Lope de Veja foi o escritor da realeza, personagem de grande parte de suas obras. "O Melhor Alcaide é o Rei" (1607), com essa temática, foi e ainda é uma de suas peças mais encenadas.

FEDERICO GARCÍA LORCA: (1898 - 1936) Ídolo literário dos fãs do binômio liberdade e rebeldia, o escritor granadino cantou a Espanha na maioria de seus versos. "Canciones Gitanas" (1927), de poesias, o consagrou. García Lorca desempenhou um papel importante também como dramaturgo. Escreveu, entre outras, a trilogia trágica "Bodas de Sangue" (1933), "Yerma" (1934)e "A Casa de Bernarda Alba" (1936). Lutou na Guerra Civil Espanhola contra os franquistas e foi fuzilado por eles em 1936.

PEDRO CALDERÓN DE LA BARCA: (1660 - 1681) Quando escreveu que "toda la vida es sueño y los sueños, sueños son", o dramaturgo talvez não imaginasse que a peça "A Vida é Sonho"(1635) faria sucesso tal a ponto de destronar Lope de Veja. Calderón tinha como principal temática a luta de foice entre o livre arbítrio e as limitações impostas pelas convenções sociais, a religião e a honra.

MIGUEL DE CERVANTES (1547 - 1616) - Sinônimo de literatura espanhola, o autor de "El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha" (1605) revolucionou o mundo da pena e do papel ao utilizar recursos como a ironia e o humor em sua obra mais conhecida. Nenhum outro livro seu alcançou a mesma fama que as aventuras do cavaleiro das ilusões, Don Quixote, e seu fiel escudeiro.

PINTURA

Os principais pintores espanhóis durante o Século de Ouro foram El Greco, Murillo e Velázquez. Um dos primeiros mestres da arte moderna, Goya, destacou-se durante o final do século XVIII e começo do século XIX. O mais conhecido artista espanhol depois de 1900 foi Pablo Picasso. Ele criou, além de suas pinturas, magníficos desenhos, esculturas, gravuras e cerâmicas. Entre outros destacados pintores espanhóis modernos encontram-se Salvador Dali, Juan Gris, Joan Miró e Antonio Tapies.

ALGUNS PINTORES DIEGO DE VELÁZQUEZ: Artista da nobreza por excelência, Velázquez é autor de uma das obras espanholas mais reproduzidas e admiradas, a tela "As Meninas". Nela, o autor aparece à esquerda, pintando meninas da corte. Contrariando as tendências da época, Velázquez retratou também os desfavorecidos. "As fiandeiras" (1657- 1660) foi o primeiro quadro da história a ter operárias como tema.

EL GRECO: (1541 - 1614): Um dos maiores pesos-pesados das artes plásticas, nasceu em Creta e morou durante grande parte da sua vida em Toledo, cidade retratada na tela "Vista de Toledo sob a Tempestade" (1610- 1614), uma de suas obras primas. El Greco impregnou suas produções de um realismo atroz, capaz de traduzir o caos humano em jogos de sombras e de claros-escuros. Outras telas do artista bastante conhecidas são "Visão de São João"(1610 - 1614), " A Ressurreição de Cristo" (1600 - 1603) e "Laocoonte" (1610- 1614).

JOAN MIRÓ (1893 - 1983): Um dos frutos mais fecundos de Barcelona, o artista traçou linhas e figuras algo pueris que conquistaram uma legião de admiradores. Considerado um dos maiores mestres da composição cromática, salpicou com toques de alegria a maioria de seus quadros.

GOYA (1746 - 1828): Nascido em Fuendetodos, próximo a Zaragoza, concorre com El Greco no quesito "gênios da pintura espanhola". Outro mestre do realismo, Goya transpôs para suas telas um mundo povoado por bruxas, demônios e também pessoas comuns. "Maja Desnuda"(1796 ), que mostra uma mulher em duas versões, com e sem roupa, provocou furor na época. É uma de suas óbras mais famosas.

PABLO PICASSO (1891 - 1973): Depois da fase azul e da fase rosa, criou cubismo, com "Les Demoiselles d`Avignon"(1907). Foi um dos artistas mais prestigiados do século 20.

FOLCLORE

As antigas características regionais de Castela, Andaluzia, Galícia, Catalunha e das províncias bascas, acentuadas por contrastes naturais, continuam a existir, embora haja diferenças quanto à resistência em assimilar novos costumes.

As comunidades locais preservam sua vitalidade, muitas vezes enfraquecida pela centralização do governo. Por outro lado, a industrialização criou classes superiores de banqueiros e homens de negócio que trazem consigo algum espírito de renovação. A própria Igreja espanhola, a partir do concílio ecumênico, tem cedido às pressões do Vaticano, promovendo reformas econômicas e sociais. No entanto, os costumes tradicionais - alguns de grande beleza - persistem. A Fiesta é um dos principais traços da vida social espanhola, não só nos pueblos mas também nas cidades. Elas ocorrem em dias santificados e incluem peregrinações, feiras especiais, carnaval tudo acompanhado de fogos de artifício e touradas. As romerías aos lugares santos acontecem sobretudo no verão. Uma das mais conhecidas é a del Rocio, realizada no dia de Pentecostes, em Huelva.

A verbena é uma feira noturna em cidades e vilas, principalmente Madri. Sevilha tem a sua feira de abril e a famosa procissão de semana santa, que dura vários dias. Valência é conhecida pela procissão de São José, em que se destacam enormes bonecos; em Pamplona há uma festa em que touros jovens são soltos pelas ruas e os habitantes transformam-se em "toreadores". A tourada, aliás, é o espetáculo nacional por excelência.

CULINÁRIA

Na região central da Espanha, temos de cordeiro (cordero) a leitão (cochinello), preparados de maneira artesanal, passando por caças como faisão, perdiz e javali. A paelha, prato típico da região de Valência, é feito á base de arroz e açafrão. As tapas (entradas) usam e abusam do chouriço, além do sem igual presunto de guijuelo. Da região central também vem o melhor queijo da Espanha - o manchego (que, quando curado; parece bastante com o parmesão) à base de leite de ovelhas criadas na planície de La Mancha - e leguminosas (feijão, grão-de-bico) e lentilha de todas as cores formatos e tamanhos. Duas sopas, uma para o verão e outra para o inverno, merecem destaque: castellana e gaspacho. São sempre acompanhadas de pães, cujos miolos, refogados com pimentões e bacon, e inspiradas nos pastores.

Nas sobremesas, os doces mais tradicionais são as "yemas de Ávila" (gemas de ovos açucarados), as "almendras garrapiñadas de Alcalá de Henares" (amêndoas confeitadas) e os "marzapãs de Toledo", marzipãs. Além dessas iguarias, há também puchero, conhecido em todo o mundo, pollo chilindron (frango espanhol) e os lanches: pancho com panchetta (cachorro quente com bacon), tortilla (pastel espanhol) e a bebida sangria (feita com vinho, laranja e água mineral com gás).

Fonte: www.cdcc.sc.usp.br

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